Redes Sociais e Saúde Mental na Terceira Idade

Como o uso consciente das plataformas digitais pode fortalecer vínculos, reduzir o isolamento e promover qualidade de vida para idosos
28 janeiro 2026 Saúde
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As relações pessoais são fundamentais em todas as fases da vida. O surgimento das redes sociais trouxe novas formas de comunicação, interação e entretenimento, impactando significativamente a vida dos idosos e influenciando aspectos sociais, emocionais e psicológicos.

O acesso ao mundo digital possibilita a manutenção de papéis sociais, o exercício da cidadania, a autonomia e a participação ativa na sociedade, promovendo uma vida mais integrada e ativa.

Para muitos idosos, as redes sociais são uma ferramenta essencial de comunicação, reduzindo o isolamento social e permitindo a manutenção de vínculos familiares e de amizade, especialmente em contextos de mobilidade reduzida ou distanciamento físico. Estudos indicam que a interação online contribui positivamente para o bem-estar emocional, aumentando a sensação de pertencimento e apoio social.

No Brasil, pesquisas mostram que o WhatsApp é a mídia social mais utilizada pelos idosos, seguido do Facebook (Araújo et al., 2018).
O WhatsApp se destaca pela simplicidade de uso, envio de áudios e interações mais pessoais, o que transmite maior segurança. Essas plataformas favorecem a inserção social, a criação de grupos de interesse e o fortalecimento de contatos individuais.

Entretanto, o uso das redes sociais também traz desafios à saúde mental. A dificuldade de adaptação às tecnologias, a exposição a notícias falsas ou negativas e a comparação social podem gerar ansiedade, frustração e insegurança. A baixa alfabetização digital aumenta a vulnerabilidade a golpes virtuais, causando estresse psicológico e perda de confiança. Além disso, o uso excessivo pode levar à dependência digital, interferindo nas atividades cotidianas e nos relacionamentos presenciais.

Quando utilizadas de forma consciente, as redes sociais estimulam a cognição, a autonomia e a participação social. Porém, o uso descontrolado pode contribuir para o sedentarismo e reduzir interações presenciais, prejudicando a saúde mental.

Por isso, é fundamental promover a inclusão digital dos idosos por meio de políticas públicas e ações educativas que incentivem o uso seguro e crítico das redes sociais. O apoio da família e de profissionais de saúde é essencial para que a tecnologia seja uma aliada na promoção da qualidade de vida.

Manter o equilíbrio no uso das redes sociais é essencial, priorizando o autocuidado e buscando ajuda quando necessário. A consciência dos impactos das plataformas digitais sobre a saúde mental é o primeiro passo para um uso mais saudável e produtivo.

Por:
Anne Albuquerque Sant Anna
Médica Generalista e Geriatra da FAPES

Referências

_ Organização Mundial da Saúde (OMS). Envelhecimento e saúde mental. Genebra: OMS, 2017.

_ IBGE. Envelhecimento da população brasileira e inclusão digital. Rio de Janeiro: IBGE, 2022.

_ APA – American Psychological Association. Social media use and mental health. Washington, DC, 2020.

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_ Araújo CL, Mainieri T. Pesquisa sobre o uso das tecnologias de informação e comunicação nos domicílios brasileiros: TIC domicílios 2018. São Paulo: Comitê Gestor da Internet no Brasil, 2018.

_ Kitamura ES, Alves MS, Paiva EP, Leite ICG. As mídias e o caos informativo: alguns impactos na saúde mental dos idosos. In: Cavalcante RB, Castro EAB (Org.). Infodemia: gênese, contextualizações e interfaces com a pandemia de covid-19. Brasília, DF: Editora ABen; 2022. p. 14-21 (Serie Enfermagem e Pandemias, 7) https://doi.org/1 10.51234/aben.22.e10.c02

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