Guardia: Crise da Argentina não deve contaminar o Brasil

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Segundo Eduardo Guardia, com reservas de US$ 373 bi e déficit corrente pequeno, País tem uma situação 'confortável' frente ao cenário externo

O ministro da Fazenda, Eduardo Guardia, avaliou na tarde desta terça-feira, 8, que o Brasil tem uma situação "confortável" frente ao cenário externo. Questionado sobre os problemas da economia argentina, o ministro disse não haver temor de contágio à economia brasileira.

"Nossa situação externa é extremamente confortável, com um déficit corrente pequeno que é financiado por investimentos estrangeiros diretos. Temos reservas elevadas de US$ 373 bilhões. Não vejo nenhum impacto", respondeu.
Nesta terça-fira, 8, o presidente da Argentina, Mauricio Macri, afirmou que seu governo decidiu iniciar conversas com o Fundo Monetário Internacional (FMI) por uma linha de apoio financeiro. Além disso, com a forte desvalorização do peso, o Banco Central do país aumentou a taxa básica de juros de 27,5% para 40% - a maior taxa nominal do mundo.

O ministro disse que ainda não conversou com o representante do Brasil no Fundo Monetário Internacional (FMI), mas afirmou que não vê razões para o País não apoiar a abertura de uma linha de crédito do organismo para a Argentina.

Questionado sobre a escalada na tensão entre Estados Unidos e Irã, o ministro estimou que isso pode ter impacto sobre o preço do petróleo, com efeito para a economia mundial. "Mas prefiro acompanhar isso com cuidado, ainda não vi as notícias de hoje", limitou-se a comentar.

Para Guardia, o Brasil precisa insistir no caminho que vem sem tomado de consolidação fiscal e de reformas estruturais. "É isso que vai dar segurança para o Brasil continuar crescendo. A situação internacional pode mudar ao longo do tempo, mas o que podemos fazer é continuar firme na direção das reformas", completou o ministro, após audiência na comissão especial da Câmara dos Deputados que analisa o projeto de lei da privatização da Eletrobrás.
Segundo Guardia, o relator do projeto, José Carlos Aleluia (DEM-BA), não deve fazer alterações na modelagem proposta pelo governo para a capitalização da Eletrobrás. O relatório será apresentado na comissão especial hoje, 9.
O ministro ainda evitou comentar sobre uma possível revisão na projeção para o crescimento do PIB em 2018, no próximo relatório de avaliação de receitas e despesas, a ser publicado no dia 22 deste mês. A última projeção do governo para o crescimento do PIB neste ano era de uma alta de 3%.   (Eduardo Rodrigues - Agência Estado)