A relação entre o tabagismo e a sétima arte já existe há longa data, podendo ser observada em clássicos como Casablanca(1942) e Gilda(1946). Os efeitos prejudiciais dessa aproximação, principalmente para os jovens, até hoje são estudados. Nos anos 60, Stanton Glantz, médico e professor da Universidade da Califórnia, antes mesmo de ter sido comprovada e divulgada qualquer relação entre o fumo e doenças graves como o câncer de pulmão, fez um levantamento da ocorrência do número de aparições de cigarro em filmes de grande sucesso comercial daquela década. A partir dos anos 90, estudos deste tipo ficaram muito mais frequentes e começaram a se espalhar pelo mundo.
A relação entre cigarro e cinema se tornou mais próxima com a instauração, nos Estados Unidos, do Código Hays, no final dos anos 30. Este código era uma espécie de auto-censura dos estúdios para aumentar a abrangência na distribuição de filmes e sua principal medida era cortar menções diretas ao ato sexual. Neste período, o cigarro assumiu o papel de simbolizar a sexualidade e, posteriormente, passou a estar associado a outras características, como a rebeldia e independência.
Um estudo divulgado em março de 2009 nos Estados Unidos mostrou que, apesar das campanhas antitabagistas terem ganhado fôlego nos últimos anos, o cinema hollywoodiano ainda é envolvido pela fumaça dos cigarros. De acordo com a pesquisa "Tendências na apresentação do fumo em filmes dos EUA de 1991 a 2008”,
o cigarro ainda aparece em cerca de 60% das produções,
independentemente da classificação indicativa. O número,
referente ao ano de 2008, é considerado alto pelos
pesquisadores, especialmente levando em conta o público
adolescente. É estimado que 52% dos jovens começam
a
fumar em função das
imagens de cigarro na telona.